quinta-feira, 11 de março de 2010

Calculismo.

É medo, eu tenho medo, medo porque sempre deu tudo tão errado, eu sempre me magoei com você, e você comigo, sempre chorei por sua causa e você também, sempre me culpei por nunca ser o bastante e sempre existir alguém que me superasse e você também, mais medo porque agora vc me tem nas suas mãos, eu te tenho nas minhas, e ninguém sabe o que fazer. Acho que era mais fácil quando a gente sabia que tudo ia dar errado e insistia, quando pode dar certo o medo é maior.
 

quarta-feira, 3 de março de 2010

Look at the stars.


Uma nostalgia, única. O nervoso no começo, a intensidade do silêncio, como aquele silêncio nos quebrava em mil pedacinhos, tão pequenos que nos perdíamos em tentar prestar atenção em outra coisa, não você em mim e nem eu em você. Pensar cuidadosamente em cada palavra antes de abrir a boca, sentir o coração acelerado, a respiração quente entrando em contato com o ar frio daquela noite. Quando você ria das minhas palhaçadas eu tinha vontade de te abraçar, não te soltar nunca mais, mas não fiz, só pensei e pensei em muitas coisas. Posso ficar horas aqui escrevendo e descrevendo tudo o que eu senti cada segundo e minuto, usar todas as palavras existentes e ainda assim é tão inexplicável como se eu estivesse lá até agora, cada vez que eu me lembro. Yellow é p'ra você, e nós vamos andar em círculos até voltarmos de volta para o início. ♥

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tropeço.

Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.

Eduardo Baszczyn
 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

2+2=5

Hoje eu pensei em você, e senti sua falta.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Naomily





























Emily: Não vou abrir a porta. Minha cara tá toda inchada. Eu estive chorando um pouco.
Naomi: Eu não ligo. Eu, de fato, quero alguém. Preciso de alguém. Você está certa.
Emily: E...?
Naomi: E... quando estou com você eu me sinto uma pessoa melhor. Me sinto feliz.
Menos... sozinha. Menos solitária. Mas não é tão simples assim, não é? Ficar com alguém.
Emily: Não é?
Naomi: Não. Quero dizer, não sei. Quero dizer, acho que não.
Quero dizer... A gente pode ficar sentada aqui, por um tempo?
Emily: Sim, podemos. Por um tempo.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Certas coisas deveriam ser eternas, inseparáveis..."
agosto 08, 2003 - lorena foi embora

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Não éramos, não seríamos.

Querer desaparecer e ao mesmo tempo aparecer, na porta da sua casa, sereno, tosse, tudo ao mesmo tempo. Não te ter e ter, não te pedir um abraço, não te pedir uma palavra de conforto, não te pedir uma conversa clara e definitiva, não te pedir nada, só te olhar enquanto você me olha e rir quando você ri. Ouvir o barulho da chuva na janela, de mensagem no celular, de respiração aflita na hora errada. Fingir estar tudo bem, fingir não se importar, não se incomodar. Não dizer que quase morri de ciúmes, quando eu morri. Na verdade, quando eu queria me afogar dentro de tudo que era possível, seja a garrafa de pinga, a lata de cerveja ou o inconformismo, esse sentimento que me rejeita, que você me rejeita. Não acreditar que trocamos segredos silenciosos ouvindo o barulho do trovão. Ser forte o bastante porque é preciso ser, o coração doído, a falta de vontade, procurando mais a vontade de amar do que a vontade de viver.
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda."
Caio Fernando Abreu
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